Segundo assaltante acabou por falecer – em Freixo de Cima

Friday, October 30, 2009 17:13

Assaltante cadastrado morre abatido a tiro pela GNR

Assaltante cadastrado morre abatido a tiro pela GNR

Suspeito furtou carro e  foi perseguido por militares da GNR. Houve tiroteio e um dos guardas foi atingido com dois tiros. Já ferido, o militar baleou o fugitivo de 47 anos, que morreu. Tinha cadastro por homicídio e saído  há pouco tempo da cadeia.

Um tiroteio entre a GNR e um alegado assaltante de carros abalou, na tarde de ontem, a pacata freguesia de Freixo de Cima, em Amarante. Um militar de 26 anos foi atingido com dois tiros no ombro esquerdo, mas teve alta ainda na noite de ontem, enquanto um trolha de 47 anos foi baleado no tórax e nos braços. Joaquim Silva ainda foi operado no Hospital Padre Américo, em Penafiel, mas acabou por morrer. Tinha saído há pouco da cadeia, onde cumpriu pena por homicídio, entre outros crimes.

Os acontecimentos foram espoletados por uma queixa apresentada pelo dono de um BMW no posto da GNR da Lixa. Por volta das 15.00, o indivíduo alegou que o carro lhe tinha sido roubado no Porto, o que levou uma patrulha de dois militares que, àquela hora se encontrava no posto, a sair para a rua para procurar a viatura.

Meia hora depois, os militares encontraram o BMW no Largo de S. Gens, em Freixo de Cima, um local conhecido no concelho de Amarante pelas Festas da Senhora do Leite que aí se realizam nos dias 6, 7, 8 e 9 de Setembro. “O homem esteve a dormir dentro do BMW cerca de duas horas. Depois saiu do carro e andou mais ou menos 80 metros até ao café”, conta uma testemunha que optou por manter o anonimato.

Já quando Joaquim Silva, um trolha de 47 anos residente na freguesia vizinha da Lixa, estava à porta da Casa S. Gens foi interceptado pelo homem que, uma hora antes, tinha apresentado queixa na GNR.

“O sujeito saiu do automóvel, foi em direcção ao outro homem e, depois de o insultar e o acusar de ter roubado o carro, deu-lhe dois murros”, descreve a mesma fonte.

Logo que foi agredido, Joaquim Silva colocou-se em fuga, sendo seguido pelos dois militares que, à civil, também se encontravam no local. A perseguição continuou no interior de uma quinta situada ao lado do café e longe da vista de todos. “Eu estava a fritar sardinhas para os clientes e só ouvi os tiros. Não liguei, porque pensei que era alguém à caça. Até essa altura, ninguém tinha entrado no café”, esclarece Maria Arminda, funcionária da Casa S. Gens.

Segundo o Tenente-coronel Costa Lima, do Comando Geral da GNR, o tiroteio aconteceu logo ao início da fuga e por iniciativa do fugitivo. “A patrulha foi no encalço do indivíduo que, a determinado momento, usou uma arma para fazer dois disparos que acertaram no ombro esquerdo de um dos dois militares. Já ferido, o guarda respondeu e também fez os disparos que acertaram no indivíduo”, refere.

Na sequência do tiroteio, o militar de 26 anos, foi transportado pelos Bombeiros Voluntários da Lixa, presentes no local com quatro ambulâncias, directamente para o Hospital Padre Américo, em Penafiel. Depois de observado aos dois ferimentos no ombro esquerdo, o guarda teve alta ainda ontem.

Por sua vez, Joaquim Silva foi transportado para o Hospital de Amarante onde, devido ao seu grave estado, foi estabilizado antes de seguir para a unidade de saúde de Penafiel. No Padre Américo, o alegado assaltante foi operado a vários ferimentos de bala no tórax e nos braços mas morreu cerca das 21.30. A PJ investiga o caso.

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